Amor e Sexo

Crédito e Consumo

Nutrição

Paz no trânsito

Amor e Sexo

 

Homens e mulheres brasileiros, em sua maioria, consideram o sexo fundamental para que o relacionamento do casal seja harmonioso. Em contrapartida, grande parcela dessa população revela insatisfação com a vida sexual, o que também afeta a qualidade de vida em geral.

Quando decorrentes de pouca atração sexual, estresse, cansaço, preocupações de diversas ordens ou ausência de afinidade com a(o) parceira(o), as dificuldades sexuais não configuram disfunção sexual e, portanto, não exigem tratamento. Apesar disso, é natural que o sexo não seja gratificante nesses casos.

A atividade sexual satisfatória, por sua vez, é valorizada hoje como um indicador de saúde. Esse lastro é confirmado pela Organização Mundial da Saúde, que considera a qualidade de vida alicerçada em quatro pilares, a saber: satisfação no trabalho, convivência familiar harmoniosa, capacidade física e psíquica para usufruir do lazer e satisfação sexual. 

A qualidade de vida, para ser preservada em seus diversos aspectos, depende de bons hábitos – além da prevenção, do diagnóstico precoce e do tratamento das doenças. Por outro lado, a performance e a satisfação sexuais exigem saúde física e psíquica preservadas, tanto em mulheres como em homens.

Vale lembrar que a comunicação entre os parceiros sexuais favorece a satisfação sexual daqueles que expressam suas preferências e limitações, buscando, juntos, superá-las ou se adaptarem a elas. 

O amor, quando presente, aumenta a abrangência e a intensidade do encontro sexual, diferenciando-o de uma atividade exclusiva à descarga de tensão e à saciedade erótica. 

A atenção mútua entre os parceiros evita mágoas, constrangimentos e outros conflitos, fortalecendo o vínculo – o que reforça o interesse sexual, especialmente o da mulher.

Mas o afeto que um parceiro nutre pelo outro também gera satisfação com o relacionamento, que é revertida em qualidade de vida por favorecer a atividade sexual, já reconhecida como um balizador da saúde geral.

Carmita H. N. Abdo - Psiquiatra, Professora do Departamento de Psiquiatria da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP).  

Fundadora e Coordenadora do Programa de Estudos em Sexualidade (ProSex) do Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas da FMUSP.

Crédito e Consumo

 

Nos últimos anos, pudemos perceber uma grande diferença nos padrões de consumo do brasileiro, que foi influenciado principalmente pela: (a) abertura de nosso mercado para a importação de produtos de outros países, aumentando a variedade e a qualidade do que se pode comprar; (b) estabilidade de nossa moeda, fortalecendo o nosso poder de compra; e (c) enxurrada de crédito oferecido a todos aqueles que querem comprar qualquer coisa, aumentando muito o poder de fogo dos consumidores. Com a combinação desses três itens o brasileiro vem se tornando cada vez mais consumista, e tem procurado cada vez mais traduzir sua (in)satisfação pessoal por meio da compra.

O fim da inflação provocado pela estabilidade da nossa moeda trouxe apenas pontos positivos para todas as pessoas, porém o aumento das possibilidades de consumo (infinitas) e principalmente o aumento da oferta de crédito têm trazido muitos problemas e frustrações para todos. O crédito torna o consumo de quase tudo possível, e ser possível não é obrigatoriamente um bom negócio para o consumidor, e costuma ser sempre um ótimo negócio para o banco.

Comprar algo utilizando crédito nada mais é do que antecipar a compra de algo para o que não se tem recursos financeiros no momento, ou seja, antecipar a aquisição (prazer) e postergar o pagamento (problema), mas uma hora a conta chega. Conta essa que fica mais cara, pois o dinheiro emprestado tem um preço, os juros – que são muito altos no Brasil. 

Sempre que você compra algum produto por meio de parcelas, carnês, cartão de crédito, crédito rotativo, cheque especial ou empréstimo bancário, esta pagando mais caro por isso. Por exemplo: quando alguém compra um apartamento em 30 anos, acaba pagando o preço de 3 ou 4 apartamentos, um para morar e os outros de lucro para os banqueiros.

Tome cuidado com as armadilhas que o crédito oferece, antecipando o seu sonho e deixando você cego em relação aos problemas que podem surgir no futuro! A maior armadilha criada para o consumidor desavisado é a “parcela” que cabe em seu bolso... será que se está se fazendo um bom negócio só porque é possível pagar a parcela? Normalmente não!

O segredo é comprar tudo à vista – se não tem dinheiro agora, é porque ainda não esta na hora de comprar – guarde o dinheiro e compre depois. E se você acredita que o preço em 10 parcelas ou à vista é o mesmo, “aperte” o vendedor e surpreenda-se com o desconto que receberá para pagar no ato. Dê valor para seu trabalho, seus esforços e seu dinheiro.

 

Marco Gazel - Economista

Serenidade e Paz no Trânsito

 

Serenidade e paz no trânsito

A crescente violência no trânsito fez com que a raiva e agressividade dos motoristas se tornassem questões merecedoras de atenção por toda a sociedade. Os dados sobre a violência no trânsito no Brasil são alarmantes. Por ano, 37 mil pessoas morrem todos os anos no trânsito, 380 mil são vítimas de acidentes e 120 mil ficam com graves sequelas.

 Para a cidade de São Paulo, os dados são ainda mais dramáticos – o serviço 190, da Polícia Militar, registra 70 chamadas diárias referentes à brigas de trânsito, sendo que 20 destas acabam em agressões físicas, somando 2100 ligações mensais. Em grandes capitais – como é o caso de São Paulo – a quantidade de carros e o tráfego intenso, em que há congestionamentos, frustrações e provocações, fazem com que diariamente diversos condutores se comportem de forma agressiva, principalmente aqueles que são portadores de transtornos psiquiátricos, como o Transtorno Explosivo Intermitente (TEI).

 Além disso, o próprio “estar no trânsito” é um estressor – ou seja, a reação agressiva de um condutor pode levar o outro motorista a também responder agressivamente. Frente a esta realidade, é importante que os condutores repensem suas ações: identificar o que os irrita é uma forma de buscar alternativas para lidar com os estressores. Os portadores do transtorno explosivo intermitente, geralmente reconhecidos como “pavio curto”, são pessoas que costumam reagir de forma exacerbada e com muita agressividade. Algumas alternativas para não se irritar ao volante seriam: programar os horários, para que a possibilidade de chegar atrasado a um compromisso não seja mais um estressor; fazer caminhos diferentes, para estar atento a outras coisas, que não apenas ao trânsito e relaxar por meio de respiração, tentando respirar de forma calma e pausada. 

Os portadores de TEI podem ser beneficiados com um tratamento breve, que inclui psicoterapia e medicação.

Carolina Bernardo, Deisy Emerich Geraldo, Juliana Morillo, Liliana Seger (coordenadora) - Psicólogas do Pro-Amiti. 

Ambulatório Integrado dos Transtornos do Impulso do Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas da FMUSP.

Sugestão de vídeo:

Nutrição

 

Qualidade de vida e alimentação saudável são como lados de uma mesma moeda. Não é possível pensar em qualidade de vida sem que se tenha também qualidade naquilo que se come. Nesse texto, gostaria de propor uma reflexão um pouco diferente sobre a Alimentação e Saúde, para que cada um trace seus próprios passos para a alimentação saudável.
           
A Alimentação refere-se não apenas aos nutrientes ingeridos, mas principalmente ao processo de escolha, preparação e consumo de alimentos. É o que, onde, com quem, por que e o que você sente quando come – envolve sensações, sentimentos, emoções, lembranças...
            
Dessa forma, ter uma alimentação saudável é aproveitar o ato de se alimentar e querer um bem-estar completo do nosso corpo, não apenas um corpo magro ou forte – isso é consequência. É entender que os alimentos não são simples “sacos de nutrientes”, mas têm gosto, nos trazem lembranças, são base de relações familiares; e que também alguns alimentos, que não estão na lista dos nossos preferidos, podem trazer muitos benefícios se introduzidos em preparações diferenciadas. 
            
Será que contar cada caloria ingerida, ou então privar-se daquela torta especial da avó é ter qualidade de vida? Já reparou como nos sentimos bem ao comer uma comida gostosa? Sentir-se bem também é ter saúde.
           
A grande “sacada” da alimentação saudável é atingir o equilíbrio entre o teor nutricional (calorias, vitaminas, minerais) dos alimentos e o prazer envolvido na alimentação. Da mesma forma que comer apenas “fast-foods” faz mal à saúde, privar-se de um encontro com amigos por “estar de dieta” não é sinônimo de bem estar.
            
O consumo excessivo de sódio, gorduras, açúcar está relacionado à diversas doenças, mas há aqueles dias mais pesados, quando simplesmente queremos um chocolate quente. E isso é normal e saudável. Mas, atenção: os dias mais pesados devem ser a exceção!

Assim, comer bem é comer de forma equilibrada, da mesma forma que viver bem é viver de forma equilibrada!

Bom apetite!


Mariana Darro Canela e Ana Cristina Amgarten Tiengo - Nutricionistas

 

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